Pais e responsáveis organizam movimento em Mimoso contra a oferta de vagas do 3° ao 5° ano apenas no turno vespertino

O movimento que já tem o envolvimento de centenas de pais e responsáveis também é contra a municipalização da Escola Pedro José Vieira.

Segundo Luciana Thompson, uma das mães que participa e fomenta o movimento, o principal objetivo é “dar a devida publicidade aos atos das administrações estadual e municipal com relação as mudanças preparadas para o ano letivo de 2020 e que ainda não foram comunicadas aos pais e responsáveis”.


Em contato com a equipe do Redação, Luciana também afirma que o movimento dos pais e responsáveis também tem por objetivo “dar vez e voz aos pais de alunos do município a fim de nos fazermos participantes de todas as decisões que afetam diretamente nossos filhos e toda sociedade mimosense”.


“Nos opomos a municipalização do Pedro José Vieira nesse momento financeiramente caótico em que se encontra o município. Informação que foi confirmada pela Sra. Celeida, superintendente Regional de Educação de Cachoeiro. Somos também totalmente contra o oferecimento de vagas para os alunos do 3° ao 5° ano apenas no turno vespertino. Baseamos nossas reivindicações na constituição e no fato de termos o direito de exigirmos vez e voz e participarmos do processo de mudança da educação do nosso município, sem sermos surpreendidos”. completa Luciana.


Os pais e responsáveis também destacam ‘que o município nada fez para se organizar estrutural e financeiramente para receber o primeiro segmento do ensino fundamental, por isso também não concordamos com a municipalização no atual momento.”

Segundo os responsáveis pelo movimento ao ofertar apenas o turno vespertino para os alunos do 3° ao 5° ano, a SEDU não analisou o impacto que tal medida causará na sociedade mimosense, já que afetará todas as atividades extraclasse, e por consequência profissionais e empresas que têm seus negócios voltados para o público infantil, tais como cursos de inglês, escolinhas de futebol, professoras particulares, karatê, que serão diretamente afetados por tal medida, já que não conseguirão receber todos os alunos da mesma faixa etária em um só horário.

“A Sedu parece que se esqueceu que vivemos em um estado democrático de direito e que as decisões que mudam o estado de coisas já estabelecido numa sociedade, no caso, na nossa cidade, são imprescindíveis de discussão com o povo que será diretamente afetado pela medida , para que, em conjunto com a sociedade, se encontre a melhor saída para o problema.
Somos o povo, temos voz e não vamos aceitar passivamente a SEDU tratar a comunidade escolar mimosense como gado, que deve seguir mansamente para o matadouro. Não vamos permitir pacificamente que a educação mimosense seja destruída. Vamos tomar todas as medidas cabíveis para q sejamos ouvidos e respeitados. Esse é o objetivo do nosso movimento!”
Luciana Thompson, uma das representantes do Movimento dos Pais e Responsáveis pelos alunos do 3° ao 5° ano de Mimoso do Sul

Representantes do movimento estiveram na Superintendência da SEDU em Cachoeiro, e buscaram além de uma solução, uma resposta oficial por escrito. A responsável alegou que não poderia emitir, e que esta informação só pode ser emitida pela SEDU.

A superintendente disse ainda que a municipalização da Escola Pedro José Vieira já foi assinada pelo prefeito de Mimoso do Sul, Ângelo Guarçoni (Giló).

A equipe do Redação Capixaba tentou contato com a SEDU, mas até a publicação desta matéria não recebeu retorno.