Brasileira relata situação do coronavírus na Itália: ‘o pior já passou’

“Estou sem ir para minha casa já há dois meses porque a pessoa com quem eu trabalho tem 83 anos, então eu decidi ficar com ele na casa dele, com medo de contaminá-lo. Me senti bem fazendo isso. No começou foi muito difícil, foi uma coisa muito dolorosa, você ver aquele monte de gente morrendo, mas enfim, o pior passou”, diz Tina Torres.

A brasileira, que mora em Monza, no norte da Itália é cuidadora de idosos, e para garantir a segurança do seu cliente cumpre o isolamento com ele. Para Tina, a Itália enfrentou dias tristes, mas o pior já passou.

O processo de retomada das atividades e reativação da economia será feito em etapas, segundo o primeiro-ministro Giuseppe Conte. A partir do dia 4 de maio, as indústrias e o setor de construção poderão recomeçar os trabalhos.

Os parques também serão reabertos e os italianos poderão sair para visitar a família, mas ainda será necessário evitar aglomerações e respeitar medidas de segurança. Posteriormente, no dia 18 de maio, comércios, museus e bibliotecas poderão reabrir.

Já os estabelecimentos onde há muito contato com o público, como restaurantes, bares e salões de beleza, terão que aguardar até o início de junho.

A Itália teve dias difíceis e já registrou mais de 200 mil casos da Covid-19 e 27 mil mortes, mas a situação do país melhorou, segundo a enfermeira Fabiana Coelho, que atua na UTI de um hospital em Milão.