Alunos e professores se mobilizam contra fechamento de Escola Estadual em Castelo

A Superintendência Regional de Educação anunciou na última quarta-feira (18) o início do processo de terminalidade da Escola Estadual de Ensino Médio Emilio Nemer em Castelo. Isso significa que a partir do início do ano letivo de 2021 a Escola não poderá mais abrir novas turmas de primeiro ano, com isso, induzindo a escola a um processo gradativo de encerramento de suas atividades.


Segundo professores e pessoa ligadas a Escola, a Superintendente Regional de Educação afirmou que a escola não tem condições físicas adequadas para funcionamento, porém a informação contraria o parecer do Conselho Estadual de Educação, que no último mês após vistoria a instituição, credenciou-a como apta ao funcionamento dentro dos critérios exigidos pelo Estado.

Hoje Castelo conta apenas com duas escolas de ensino médio, com o fechamento da Escola Emílio Nemer os alunos seriam obrigados a migrarem para a Escola João Bley, única escola estadual que restariam em funcionamento no município. A Escola João Bley conta hoje com quase mil alunos.

A Escola Emílio Nemer tem sessenta e um anos de funcionamento, em seu corpo discente quatrocentos e vinte alunos, divididos em quinze turmas, entre ensino médio e ensino técnico.

Ao longo da sua história a escola conquistou ótimos índices educacionais, segundo especialistas da área o fechamento da escola representaria um retrocesso da educação no município, visto que a Escola João Bley passaria a ser a única escola de Ensino Médio do Município e provavelmente teria a qualidade de ensino comprometida pelo grande número de alunos que absorveria.


Professores, alunos e ex-alunos iniciaram um grande movimento nas redes sociais denominado “Não se fecha uma escola, estamos em luto” demonstrando sua insatisfação com o anuncio de terminalidade da instituição.