Caso se concretize, a federação terá a maior bancada na Assemblei Legislativa, com seis deputados
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) deverá ser o presidente da federação que tem acertado uma aliança entre o Partido Progressistas e o União Brasil.
Pela lei, se federados, os partidos devem atuar juntos, como uma única sigla, pelos próximos quatro anos, com divisão do fundo partidário, tempo de televisão e o mesmo programa. O comando, porém, seria rotativo entre os dois, com substituição a cada seis meses.
Apesar de ainda estar pendente de uma resposta do União, que busca resolver impasses regionais, a federação já começou a dividir os diretórios estaduais – nove estarão sob o comando do PP; nove do União Brasil; e outros nove deverão ser distribuídos em acordo com a Executiva Nacional.
A federação dos dois partidos também consolidaria a adesão do PP ao bloco governista nas eleições de 2026. O União Brasil é um partido que já faz parte do grupo liderado pelo governador Renato Casagrande – que deverá ser candidato ao Senado ano que vem; e o plano A é que o vice, Ricardo Ferraço (MDB), seja o candidato de situação ao governo.
Já o Progressistas não é tão fiel assim a Renato Casagrande. O presidente estadual, Da Vitória, apoia o governador, mas também mantém laços com opositores, como o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato ao governo estadual. A sigla fez a vice na Capital, Cris Samorini, e também abriga figuras como o deputado federal Evair de Melo, opositor ferrenho de Casagrande e que emite sinais de disputar o Senado.
Ou seja, se a federação vingar, o PP ficará obrigado a ter uma posição mais assertiva em relação ao governo estadual. Evair de Melo, que circula junto com Pazolini pelo Estado na campanha antecipada do prefeito de Vitória, teria que procurar outro partido. O próprio Da Vitória é cotado como candidato a senador, em possível dobradinha com Casagrande.