sábado, agosto 30, 2025
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Ufes e Ifes perdem R$ 32 milhões em 2022 com novo bloqueio de verba da Educação

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Governo Federal bloqueou 14,5% das verbas destinadas às universidades e institutos federais

O Governo Federal anunciou, na última semana, o bloqueio de mais de R$ 3,2 bilhões que seriam destinados ao orçamento do Ministério da Educação deste ano. Com isso, as instituições federais de todo o País precisam rever o planejamento orçamentário. 

Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), por exemplo, previa um orçamento de R$ 120 milhões para 2022. Com o bloqueio dos 14,5% das verbas da Educação, quase R$ 18 milhões ficarão retidos. 

Cerca de R$ 11 milhões deste montante seriam destinados para pagar serviços de manutenção e limpeza, contas de água, telefone e energia, comprar material de escritório e também para os laboratórios de pesquisa. Outros R$ 7 milhões seriam para comprar equipamentos e fazer obras. O novo corte acontece na volta das atividades presenciais, momento que o aumento de gastos tende a aumentar. 

Segundo o reitor da Ufes, Paulo Vargas, as constantes reduções promovidas pelo Governo Federal desde 2015 já diminuíram o orçamento da Ufes em 60%. O desafio, agora, é refazer o planejamento orçamentário e tentar evitar que as atividades acadêmicas, como bolsas de iniciação científica e programas de pós-graduação, também sejam afetadas.

“Vamos ter que fazer escolhas e definir prioridades do que manter e ver o que de fato cortar, num primeiro momento. Com menos recursos, a gente passa a ter mais dificuldades”, explicou. 

No Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) a situação se repete. Com orçamento de cerca de R$ 67 milhões para este ano, o bloqueio de verbas diminuiu R$ 14 milhões. O Ifes afirma que a redução vai comprometer o pagamento de despesas já previstas e assumidas, como energia, água, telefonia e contratos de terceirizados. 

O sociólogo Pablo Ornelas afirma que o impacto de se investir menos em pesquisa científica é sentido por toda a sociedade. Para ele, os sucessivos cortes no orçamento da educação indicam não haver prioridade no desenvolvimento científico.

“No Brasil, não temos tradição de investir em ciência e tecnologia por parte da iniciativa privada. Deste modo, o que a gente tem são recursos fomentados pelo Governo Federal e também por Estados e municípios, embora determinados segmentos da sociedade insistam em desqualificar o que é realizado nestas instituições”, destacou. 

*Com informações do repórter Alex Pandini

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