Articulações para eleições de 2020 alteram blocos partidários

Em Vitória, Serra e Vila Velha, importantes municípios da Grande Vitória, as articulações visando às eleições de 2020 se tornam mais intensas, havendo o risco de racha entre blocos partidários formados na Asssembleia Legislativa por conta de alianças que estão em curso, que poderão desagradar potenciais candidatos. 

Nesse cenário, se destacam os deputados estaduais do PSB, Sergio Majeski e Bruno Lamas (licenciado), um do MDB, Hércules Silveira, e ainda Hudson Leal, do Republicanos, Fabrício Gandini, do Cidadania, e Lorenzo Pazolini, ainda sem partido. 

Na Serra, segundo maior colégio eleitoral do Estado, o pré-candidato Bruno Lamas, atual secretário de Estado do Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, se esforça para ter o apoio do governador Renato Casagrande, do seu partido. Embora não assuma publicamente intenção de apoiar este ou aquele candidato, Casagrande é visto como mais próximo ao ex-prefeito e deputado federal Sérgio Vidigal (PDT). 

Nas eleições de 2018, depois da desistência à reeleição do então governador Paulo Hartung (sem partido), o apoio de Vidigal fortaleceu o avanço de Casagrande rumo ao Palácio Anchieta. Esse fato é sinalizado no mercado político como uma aliança para 2020, extensiva a 2022, como parte da parceria selada entre PDT e PSB para assegurar candidatos de centro-esquerda na sucessão nos estados, quando Casagrande disputará a reeleição. 

Ainda no PSB, as conversas envolvem os deputados Sergio Majeski, que adota um posicionamento independente, situação que o afasta do círculo mais próximo a Renato Casagrande e o mantém ainda mais isolado depois que seu nome foi preterido na disputa ao Senado, em 2018. Apoia Bruno Lamas que, como ele, também se mantém distante do centro do poder. 

Com a pretensão de concorrer à Prefeitura de Vitória, Majeski encontra barreiras dentro do seu partido, a principal delas a pré-candidatura do também deputado Fabrício Gandini, do Cidadania, integrante da aliança entre Casagrande e o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (Cidadania). Ele busca uma saída, que pode ser a Rede, comandado no Estado pelo prefeito da Serra, Audifax Barcelos. 

Lorenzo Pazolini (sem partido), visto há bem pouco tempo como o preferido pelos Republicanos para concorrer em Vitória, ainda não tem a candidatura garantida e poderá tomar rumo diferente daquele traçado inicialmente como o nome do bloco do presidente da Assembleia, Erick Musso.

Em Vila Velha, Dr. Hércules (MDB) disputa mais uma vez a primazia com os colegas de plenário Danilo Bahiense (PSL), Hudson Leal (Republicanos) e Rafael Favatto (Patri) para ver quem chega à frente como pré-candidato à sucessão do prefeito Max Filho (PSDB). Ocupa a dianteira no comparativo em relação aos demais parlamentares, segundo o mercado político, mas, no entanto, esbarra nas ampliadas articulações do prefeito Max Filho (PSDB), que cerca todas as áreas do município com fiéis colaboradores.